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Influência dos relacionamentos: quem está ajudando a formar quem você está se tornando?

Maicon Fortunato
25 de ago.
3 min de leitura

Atualizado: 25 de ago.

Ninguém passa pela nossa vida sem deixar alguma coisa.

Algumas pessoas deixam lembranças.

Outras deixam marcas.

Algumas ampliam nossa visão.

Outras mudam silenciosamente a maneira como pensamos, reagimos e escolhemos.

Nem sempre percebemos isso enquanto está acontecendo.

Muitas vezes, só depois de algum tempo entendemos que certos ambientes, amizades, conversas e relacionamentos participaram da construção de quem estamos nos tornando.

A influência dos relacionamentos também nos molda

A influência dos relacionamentos acontece muitas vezes de forma silenciosa. Pessoas, ambientes e convivências repetidas podem afetar nossa maneira de pensar, reagir, escolher e até perceber quem estamos nos tornando.

Existe uma ideia muito comum de que somos totalmente independentes naquilo que pensamos e decidimos.

Mas a vida mostra algo diferente.

Nós somos influenciados o tempo todo.

Pelas pessoas com quem convivemos.

Pelas conversas que se repetem.

Pelos ambientes aos quais pertencemos.

Pelos exemplos que admiramos.

Pelas opiniões às quais damos espaço.

Isso não significa que perdemos nossa responsabilidade individual.

Significa apenas reconhecer que ninguém cresce completamente isolado.

O que se repete começa a parecer normal

Quando convivemos durante muito tempo com determinado comportamento, opinião ou forma de enxergar a vida, aquilo começa a se tornar familiar.

E o que é familiar pode, aos poucos, parecer normal.

É assim que alguns padrões entram na nossa vida sem pedir autorização.

Uma maneira de falar.

Uma forma de reagir.

Uma visão sobre dinheiro.

Uma maneira de tratar pessoas.

Uma postura diante da fé, do casamento, do trabalho ou da família.

Nem toda influência acontece por meio de grandes conselhos.

Muitas vezes, ela acontece simplesmente pela convivência.

Quem tem voz na sua vida?

Nem todas as pessoas que conhecemos possuem o mesmo nível de influência sobre nós.

Algumas fazem parte do nosso convívio.

Outras recebem nossa confiança.

E existe uma diferença importante entre essas duas coisas.

Dar voz a alguém significa permitir que aquela pessoa participe, de alguma forma, da construção das nossas decisões.

Por isso, vale perguntar:

Quem tem acesso às minhas decisões?

Quem influencia a maneira como eu enxergo a vida?

Quem me ajuda a pensar melhor?

Quem reforça em mim comportamentos que eu deveria questionar?

Essas perguntas não existem para classificar pessoas como boas ou ruins.

Existem para nos tornar mais conscientes sobre as vozes às quais damos importância.

Pertencer também tem um preço

Todo grupo possui uma cultura.

Toda amizade possui uma dinâmica.

Toda família transmite valores.

Todo ambiente recompensa determinados comportamentos.

E, em alguns momentos, pertencer pode exigir que a pessoa esconda partes de si mesma, silencie convicções ou aceite padrões apenas para continuar sendo incluída.

Esse custo nem sempre é percebido imediatamente.

Às vezes, ele aparece anos depois, quando a pessoa olha para si e percebe que mudou mais para caber em determinados lugares do que por escolha consciente.

Relacionamentos não precisam ser perfeitos

Entre Nós não parte da ideia de que devemos procurar pessoas perfeitas.

Elas não existem.

Todos influenciamos e somos influenciados com qualidades, limitações, histórias e contradições.

A questão não é eliminar todas as relações difíceis.

É desenvolver consciência.

Saber quem está perto.

Entender o que cada ambiente desperta em nós.

Perceber quais vozes estamos fortalecendo.

E reconhecer também que nós exercemos influência sobre outras pessoas.

A pergunta muda de direção

Em algum momento, a reflexão deixa de ser apenas:

“Quem está me influenciando?”

e passa a ser:

“Quem eu estou ajudando a formar?”

Porque relacionamento nunca é uma via de mão única.

Nossa presença também deixa marcas.

Nossa fala também constrói ambientes.

Nossas escolhas também ensinam.

Nossa maneira de tratar pessoas também participa da história delas.

Quem estamos nos tornando?

Talvez essa seja a pergunta central.

Não apenas quem somos hoje.

Mas:

Quem estamos nos tornando por causa das relações que cultivamos?

As pessoas à nossa volta não escrevem nossa história sozinhas.

Mas elas participam dela.

E quanto mais conscientes somos dessa influência, mais responsáveis podemos ser pelas relações que construímos, pelas vozes que ouvimos e pela influência que também exercemos.

Porque, no fim, existe sempre algo acontecendo entre nós.

Pessoas conectadas por linhas vermelhas, simbolizando a influência dos relacionamentos sobre quem estamos nos tornando.

 
 
 

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